sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Vírus (algumas digressões a respeito)

Sem querer criar alarde ou pânico entre a população, creio que há um novo vírus circulando por aí.

Não, não é nada que vá destruir seu HD completamente ou lançar inúmeros SPAMs por aí. É muito pior que isso.

Ainda não se sabe a forma de transmissão, mas aparentemente afeta apenas as mulheres. (Pronto, cara amiga, pode entrar em pânico).

Sua maior incidência se dá entre mulheres com mais de 30 anos. Estão no grupo de risco mulheres inteligentes, independentes, que pagam suas contas regularmente, possuem empregos estáveis, nível superior ou pós-graduação (e também mestrado, doutarado, pós-doutorado, PHD), com cultura considerável.

O sintoma mais característico é a fuga desesperada do gênero masculino, que ao deparar-se com uma mulher infectada, entra em pânico, treme de medo (se borra todo ante a possibilidade de ela ser mais inteligente, ganhar mais, falar de qualquer assunto e ainda corrigi-lo em público).

Sua manifestação pode dar-se de forma gradual e tem-se a impressão de que pouco a pouco os homens estão entrando em extinção.

Pode ainda ser repentina. De uma hora para outra aquele homem interessante desaparece sem grandes explicações.

Deixando a ficção de lado, é difícil não sentir uma sensação de epidemia quando pensamos no tema. Cada vez mais observamos amigas bonitas, inteligentes, interessantes sozinhas. Algumas por opção, certamente. Mas muitas procuram alguém. Não uma tábua de salvação, porque disso definitivamente nenhuma delas precisa. Mas um companheiro, um cúmplice. Alguém que esteja disposto a compartilhar experiências e sentimentos.

Há quem diga que muitos homens estão na mesma situação, procurando alguém para dividir a vida. Entretanto como não pude comprovar essa história de que os homens também se sentem sozinhos, creio que ela ainda se inclua entre as mais recentes lendas urbanas.

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