sábado, 8 de janeiro de 2011

Cine Belas Artes

O Cine Belas Artes está com seus dias contados. O prédio em que se localiza o cinema, ponto de encontro da cultura, numa das ruas mais conhecidas da nossa cidade, pertencia a um proprietário que recentemente faleceu. Seus herdeiros tencionam vender o imóvel, condenando ao fechamento esse importante endereço de São Paulo.

Creio que muito em breve veremos a sua "nota de falecimento" estampada na imprensa. Nessas horas me pergunto sobre a possibilidade de o poder público salvar esse inestimável patrimônio. Por outro lado, ao ver a situação caótica em que se encontra a educação, tenho minhas dúvidas com relação às suas posturas.

Mas ainda tenho uma última proposta: abro mão de todo o rebuliço de uma copa do mundo no Brasil por um Cine Belas Artes.

O que vocês acham???

Curiosidade

Há um bom tempo, lendo a respeito da história da Penha (zona leste) e adjacências, descobri algo bastante interessante. Os indígenas, que na ocasião ocupavam as regiões hoje conhecidas como Vila Matilde, Aricanduva, Vila Carrão, sabiam aproveitar as potencialidades do local. Aproveitavam a vazante do rio Aricanduva para o plantio, uma vez que as regiões alagadas anualmente eram bastante férteis.

Infelizmente esquecemos a boa lição de nossos indígenas: respeitar o ciclo natural da natureza. São largas avenidas invadindo os leitos dos rios, ocupações desordenadas, falta de planejamento e falta de educação - que o digam os bueiros de nossa cidade, transformados em verdadeiras latas de lixo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Mais arte

Em breve mais um pouquinho de arte... novas fotos serão postadas.

Reflexões de fim de ano

Habitualmente as pessoas aproveitam a ocasião para refletir sobre seus atos e planejar metas para o ano que se inicia. Invariavelmente propõem-se melhorias físicas, financeiras ou pessoais, que podem ir da dieta à compra de um apartamento, de um novo curso a um novo emprego, do abandono de um vício à prática esportiva.

Mas nesse movimento de mudança, quantos realmente pensam em como se tornar uma pessoa melhor? Não apenas mais magra, mas bem sucedida, mais saudável, mais culta. Mas uma pessoa mais altruísta, mais bem-humorada, menos egoísta, mais sociável, menos amargurada, menos rancorosa, menos vingativa. Toda e qualquer reforma que possamos realizar deve começar de dentro para fora.

Infelizmente não é o que vejo comumente. E o estado de graça e benevolência proporcionado pelo Natal dura apenas até a primeira conta chegar (que pode ser a fatura do cartão de crédito ou o boleto do IPVA... ui, esse dói!). Já se colocam como críticos profissionais e criticam o governo, o trânsito, a chuva, o sol, a falta de dinheiro, o excesso de trabalho, a família. Falam de ódio, inimizade, tristeza como se falassem do último capítulo da novela (eh,eh , que também não está muito diferente disso) e parecem viver num eterno estado de cólera.

Agora apenas uma perguntinha bem simples: se você está se comportando dessa forma, se para você o mundo tá torto, se todos precisam do seu toque pessoal para se tornarem toleráveis, se o dia é ruim, faça chuva ou faça sol... será que o problema realmente está no que existe? Será que o problema não é você? Como já disse, acredito realmente que, toda e qualquer reforma começa de dentro para fora. Até para ver um mundo mais bonito, tenho que ter uma alma mais bonita!