Habitualmente as pessoas aproveitam a ocasião para refletir sobre seus atos e planejar metas para o ano que se inicia. Invariavelmente propõem-se melhorias físicas, financeiras ou pessoais, que podem ir da dieta à compra de um apartamento, de um novo curso a um novo emprego, do abandono de um vício à prática esportiva.
Mas nesse movimento de mudança, quantos realmente pensam em como se tornar uma pessoa melhor? Não apenas mais magra, mas bem sucedida, mais saudável, mais culta. Mas uma pessoa mais altruísta, mais bem-humorada, menos egoísta, mais sociável, menos amargurada, menos rancorosa, menos vingativa. Toda e qualquer reforma que possamos realizar deve começar de dentro para fora.
Infelizmente não é o que vejo comumente. E o estado de graça e benevolência proporcionado pelo Natal dura apenas até a primeira conta chegar (que pode ser a fatura do cartão de crédito ou o boleto do IPVA... ui, esse dói!). Já se colocam como críticos profissionais e criticam o governo, o trânsito, a chuva, o sol, a falta de dinheiro, o excesso de trabalho, a família. Falam de ódio, inimizade, tristeza como se falassem do último capítulo da novela (eh,eh , que também não está muito diferente disso) e parecem viver num eterno estado de cólera.
Agora apenas uma perguntinha bem simples: se você está se comportando dessa forma, se para você o mundo tá torto, se todos precisam do seu toque pessoal para se tornarem toleráveis, se o dia é ruim, faça chuva ou faça sol... será que o problema realmente está no que existe? Será que o problema não é você? Como já disse, acredito realmente que, toda e qualquer reforma começa de dentro para fora. Até para ver um mundo mais bonito, tenho que ter uma alma mais bonita!
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